O que há por trás dos cursos telepresenciais?

Especialista em concurso público afirma que a disputa por vagas ficou mais acirrada.

Atualmente, muito se fala nos cursos telepresenciais e suas vantagens quase que “milagrosas”. Para se ter uma ideia, dos mais de 10 milhões de concurseiros no país, três milhões estão matriculados em cursos à distância, seja pela TV via satélite, seja pela internet. Segundo o especialista em concurso público e autor do livro Manual dos Concurseiros (Ed. Ferreira), prof. Ricardo Ferreira, os telepresenciais e os cursos onlines tornaram a competição a uma vaga no serviço público mais acirrada devido ao acesso de um número maior de pessoas à informação e conteúdos programáticos. “Podemos dizer que a disputa em cargos para concursos aumentou em 50%”, diz, ressaltando ainda que os cursos presenciais estão ameaçados de extinção ou serão reduzidos.“Só os mais fortes sobreviverão”, adverte.

Para ele, o impacto nas salas de aula, o que de certa forma já era esperado, se dá pela comodidade de estudar sem sair de casa. Mas, o especialista chama a atenção para um fato importante, pois se por um lado os telepresenciais ajudaram, inclusive democratizando o acesso ao ensino, por outro ele pode ser uma armadilha.  “Os candidatos precisam ter muita atenção ao escolher um curso, assistir as aulas à distância facilita a vida do candidato que não tem tempo de frequentar diariamente um curso presencial, mas nem sempre é sinônimo de aprovação”, alerta.

Segundo ele, para conseguir um bom desempenho, o candidato, mesmo que assista às aulas virtualmente, tem que ler livros confiáveis sobre a área para a qual pretende concorrer, além de buscar exercícios, simulados etc. “O candidato terá sempre que correr atrás da qualidade onde quer que ela esteja, se aprofundando nos estudos. Achar que somente as aulas virtuais são o suficiente pode ser um engano que custará a não aprovação”, orienta. 

De acordo com o especialista, outro mito que envolve esses tipos de cursos é que eles são bem mais baratos que os presenciais. “Também é uma ilusão pensar que os cursos à distância além de bons, são bem mais em conta. Há cursos telepresenciais no mercado que são mais caros que os presenciais. Essa diferença de preço, muitas vezes, é justificada pelo uso de um material rico e de qualidade, além de professores renomados”, afirma Ferreira, acrescentando que, os candidatos não devem seguir modismos mais sim analisar qual tipo de curso melhor se adequa às suas necessidades e se o conteúdo oferecido tem credibilidade.

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